O mapa abaixo acompanha o cadáver, não o homem, e também roda em repetição. Cada etapa vem com um selo indicando o grau de certeza: verde para o que as fontes antigas afirmam, âmbar para o que elas insinuam e vermelho para o que é conjectura de historiador moderno. Repare em quantos selos verdes existem até o século IV e em quantos existem depois. Clique em qualquer faixa da fita cronológica para saltar direto para aquele episódio.
Até o fim do século II a documentação é abundante: Diodoro Sículo descreve o carro fúnebre peça por peça, Estrabão viu o túmulo, Suetônio e Dião Cássio contam as visitas imperiais, e o registro das visitas de Septímio Severo e Caracala fixa o Soma ainda de pé por volta de 215. Depois disso, silêncio. Por volta do ano 400, João Crisóstomo pergunta aos alexandrinos onde fica o túmulo e responde que nem os compatriotas de Alexandre sabem. Tudo o que vem depois é reconstrução por eliminação, e a identificação do corpo com as relíquias de São Marcos, proposta por Andrew Chugg em 2004, é uma hipótese sem prova material: nenhum exame foi feito nos restos guardados sob o altar-mor em Veneza. As datas seguem o calendário juliano e as reconstruções cronológicas correntes da era dos Diádocos, que ainda discute se o cortejo partiu em 322 ou 321 a.C.