Criar apresentações para aulas

Produzir apresentações que permitam ao professor recuperar o raciocínio da aula olhando para o próprio slide. Combinar síntese visual com explicação suficiente para que definições, mecanismos, fórmulas, exemplos e consequências não dependam de memória externa.

Usar os skills complementares

  1. Usar sempre este skill junto ao skill presentations:Presentations; tratar as regras de geração, tipografia, fontes, renderização e controle de qualidade desse skill como obrigatórias.
  2. Ao adaptar artigos das séries técnicas do blog de Frank, usar também skill-redigir para preservar voz, notação, definições, desenvolvimento matemático e padrão de exercícios.
  3. Tratar o documento-fonte como autoridade do conteúdo. Não introduzir afirmações, números ou fórmulas que não possam ser sustentados pelo texto ou por fontes verificáveis.

Planejar a aula

  1. Ler integralmente o documento-fonte antes de definir os slides.
  2. Identificar todas as seções didáticas de conteúdo. Excluir somente elementos administrativos, referências bibliográficas e metadados que não constituam conteúdo de aula.
  3. Criar um mapa de cobertura que associe cada seção a seus conceitos, fórmulas, exemplos e ao par obrigatório de exercício e solução.
  4. Definir uma progressão cumulativa: cada seção deve retomar o conhecimento já construído e criar a necessidade da próxima.
  5. Permitir que a quantidade de slides cresça para acomodar a explicação e os exercícios. Nunca comprimir seções diferentes em um único slide apenas para reduzir o tamanho do deck.

Fazer o slide servir como referência do professor

  1. Tratar cada slide de conteúdo como uma unidade explicativa, não como cartaz ou coleção de palavras-chave.
  2. Escrever títulos que expressem a conclusão ou a pergunta governante do slide.
  3. Incluir texto visível suficiente para recuperar a linha de raciocínio durante a aula. Preferir um parágrafo curto e completo ou de três a seis itens substantivos, com definições, relações causais, condições e consequências explícitas.
  4. Evitar slides compostos apenas por slogans, rótulos, fragmentos nominais ou imagens sem interpretação.
  5. Usar, em geral, corpo entre 18 e 24 pontos; nunca ultrapassar a densidade que obrigaria a reduzir o texto abaixo do mínimo definido pelo skill de apresentações.
  6. Distribuir uma explicação longa em slides consecutivos, preservando a continuidade entre eles.
  7. Usar as notas do apresentador para fontes e observações complementares. Nunca colocar somente nas notas uma explicação indispensável para compreender o conteúdo visível.

Explicar toda fórmula

  1. Nunca exibir uma fórmula sem explicar, no mesmo slide ou no slide imediatamente seguinte, o que ela calcula e por que ela é necessária.
  2. Definir em texto visível cada símbolo antes ou ao lado de seu primeiro uso operacional, incluindo unidade, domínio ou interpretação quando aplicável.
  3. Explicitar as hipóteses, condições de validade e relações entre as grandezas.
  4. Desembrulhar fórmulas centrais em etapas: leitura em linguagem comum, significado de cada termo, substituição por valores e interpretação do resultado.
  5. Usar um exemplo numérico pequeno sempre que ele tornar a operação verificável durante a aula.
  6. Nunca inserir o caractere literal | em LaTeX. Usar \vert como delimitador e \mid como relação matemática, conforme o uso.
  7. Dividir a explicação em mais de um slide quando fórmula, glossário de símbolos e exemplo numérico não couberem com legibilidade.

Incluir exercícios resolvidos por seção

  1. Incluir pelo menos um exercício para cada seção didática de conteúdo do documento-fonte.
  2. Reservar um slide exclusivo para o enunciado e o slide imediatamente seguinte para a solução. Não revelar a resposta no slide do enunciado.
  3. Identificar o par com a seção e um número consistentes, por exemplo Exercício 3.1 e Solução 3.1.
  4. Escrever no enunciado todos os dados, hipóteses, unidades e perguntas necessárias para que o exercício possa ser resolvido sem consultar outra fonte.
  5. Preferir exercícios pequenos o bastante para discussão em aula, mas difíceis o suficiente para exigir aplicação do conceito central da seção.
  6. Desenvolver a solução integralmente: apresentar fórmula ou princípio, substituir valores, mostrar cada etapa relevante, conferir unidades ou condições e interpretar o resultado.
  7. Para algoritmos, protocolos ou processos, mostrar o estado inicial, cada transição necessária e o estado final. Para questões conceituais, justificar por que a resposta correta decorre das definições e por que alternativas intuitivas falham.
  8. Usar mais de um slide de solução quando o desenvolvimento completo não couber de forma legível; manter o primeiro slide de solução imediatamente depois do enunciado.

Construir e verificar o PowerPoint

  1. Seguir integralmente o fluxo de implementação e a rota visual escolhida pelo skill presentations:Presentations.
  2. Manter uma composição visual coerente, variando os layouts entre explicação, fórmula, exemplo, exercício e solução.
  3. Renderizar e inspecionar todos os slides em tamanho integral.
  4. Corrigir todo corte, sobreposição, título quebrado, símbolo ilegível, etapa omitida e excesso de densidade.
  5. Auditar o mapa de cobertura antes de concluir. Exigir para cada seção ao menos um slide de exposição e um par adjacente de enunciado e solução.
  6. Confirmar que toda fórmula tem definição dos símbolos, leitura conceitual e interpretação, além de exemplo numérico quando aplicável.
  7. Confirmar que a apresentação funciona tanto projetada para estudantes quanto consultada pelo professor como roteiro da aula.